
De botas sobre a calça jeans e vestindo moletons, nós quatro andávamos na chácara da minha bisavô. O dia amanheceu chuvoso, e o vento frio era conseqüência da baixa nas temperaturas, eu e minhas três primas de segundo grau tínhamos ido olhar os animais, conversar, tirar fotos, enfim, coisas normais de se fazer na chácara da sua família. No primeiro trovão, entendemos que era hora de voltar pra sede da chácara.
- Nossa! A gente deixou aquelas revistas do lado da piscina.- Carol lembrou.
- A gente corre lá e pega, porque vai chover e vai chover muito!- eu disse olhando pro céu.
Corremos pra chegar antes da chuva, sujei minha bota de lama e meu cabelo estava cheio de folhas que caíram da árvore.
Eu e a Carol pegamos as revistas, enquanto a Ana tirava as bóias do lado da piscina, tínhamos virado para ir pra sede quando a Nayara deu um grito que assustou até os vizinhos.
- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH!-
- Nayara? O quê que foi?!- Ana questionou assustada, olhávamos para minha prima que apenas apontava pra piscina e gaguejava, chegamos perto com medo.
- Meu Deus!- Carol exclamou.
- Quem fez isso?- Ana perguntou.
Dentro da piscina, tinham quatro gatinhos mortos, provavelmente filhos da gata branca que a gente cria desde que éramos pequenas.
- Eles não tão feridos...- eu disse analisando o corpo deles de longe.
- Será que envenenaram?- Ana perguntou.
- Pelo jeito só afogaram.- Nayara conluiu.
- Gente, vamos lá falar com o caseiro, se afogaram os gatos, a gente pode ser as próximas.-
- CREDO CAROL!- A Carol sempre gostou de histórias de terror, quando éramos menores ela me fez ficar uma semana sem dormir, acreditando que um cara tinha morrido na casa de praia que nossos pais alugaram em Destin, Flórida.
Enquanto corríamos para a casa do caseiro, a chuva começou a cair.
-SEU JOAQUIM!- chegamos gritando.
- Meninas, quê que aconteceu? Entrem aqui.- ele já era um senhor, e tinha a aparência cansada.
- Afogaram quatro gatinhos na piscina.- eu disse.
- Afogaram?- ele parou pra pensar.- Isso é coisa de gente ruim, se num tem, deve ter passado gente de fora por aqui.-
- Eu sabia.- Carol sussurrou.
- João!- Joaquim chamou seu filho de dezessete anos, que sentado no sofá escutou nosso relato.-Eu quero que ocê leve essas menina pra sede, e num saía de lá até eu mandar.-
- Sim senhor, pai.- ele foi pegar um guarda chuva e vestir uma camisa.
- Onório!- Joaquim gritou um dos peões que usava o banheiro da sua casa, o homem saiu fechando o zíper da calça. – Ocê vem comigo, vamo chama os outros peão e se for preciso nois mata quem tiver entrado aqui.- seu Joaquim pegou uma espingarada.
- Precisa disso não homi.- disse a esposa dele.
- Maria, se tiver entrado alguém aqui e matado os gato, pode ser sinal que quer matar mais gente, o patrão, que Deus o tenha, tinha inimigo de mais na cidade.-
- Fui eu que matei os gato Joaquim.- ela disse, sem mudar a expressão seria que dava medo. A gente a olhava boqueaberta, o filho dela estava de olhos arregalados e Onório fez o sinal da cruz.
- Pra quê mato os gato, Maria?- Joaquim perguntou, colocou a espingarda no sofá e ele estava com a voz fraca agora.
- Cuidar dá trabalho.- ela estava séria e emburrada, como sempre fora.
- Você pensou em me matar mãe? Criar criança dá mais trabalho que cuidar de gato...- ela olhou pra ele e preferiu não responder.
-Dona Maria, era só soltar eles na rua que eles se viravam.- Nayara disse.
-Ia morrer do mesmo jeito, pensei em matar cortando a cabeça- ela apontou pro facão – mas, ia estraga minha faca.- o pior de tudo é que ela ainda estava com a mesma expressão inexpressa, falando sem emoção, TODOS a olhavam assustados.
- A gente vai pra sede agora.- eu disse, com medo dela resolver estragar a faca na minha cabeça.
- É, vamos aproveitar que a chuva deu uma parada.- Ana concordou.
Longe da casa do caseiro e quase na sede da chácara, Carol olha pra gente e diz:
-Aprendi duas coisas hoje. A primeira é que a gente não pode mais deixar a dona Maria olhar as crianças na piscina e a segunda é que quando você quiser que o filho do caseiro fique em casa com você é só inventar alguma coisa que a louca da mãe dele não é capaz de fazer.- A gente se entreolhou e começamos a rir, como sempre acabávamos fazendo.
- Nossa! A gente deixou aquelas revistas do lado da piscina.- Carol lembrou.
- A gente corre lá e pega, porque vai chover e vai chover muito!- eu disse olhando pro céu.
Corremos pra chegar antes da chuva, sujei minha bota de lama e meu cabelo estava cheio de folhas que caíram da árvore.
Eu e a Carol pegamos as revistas, enquanto a Ana tirava as bóias do lado da piscina, tínhamos virado para ir pra sede quando a Nayara deu um grito que assustou até os vizinhos.
- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH!-
- Nayara? O quê que foi?!- Ana questionou assustada, olhávamos para minha prima que apenas apontava pra piscina e gaguejava, chegamos perto com medo.
- Meu Deus!- Carol exclamou.
- Quem fez isso?- Ana perguntou.
Dentro da piscina, tinham quatro gatinhos mortos, provavelmente filhos da gata branca que a gente cria desde que éramos pequenas.
- Eles não tão feridos...- eu disse analisando o corpo deles de longe.
- Será que envenenaram?- Ana perguntou.
- Pelo jeito só afogaram.- Nayara conluiu.
- Gente, vamos lá falar com o caseiro, se afogaram os gatos, a gente pode ser as próximas.-
- CREDO CAROL!- A Carol sempre gostou de histórias de terror, quando éramos menores ela me fez ficar uma semana sem dormir, acreditando que um cara tinha morrido na casa de praia que nossos pais alugaram em Destin, Flórida.
Enquanto corríamos para a casa do caseiro, a chuva começou a cair.
-SEU JOAQUIM!- chegamos gritando.
- Meninas, quê que aconteceu? Entrem aqui.- ele já era um senhor, e tinha a aparência cansada.
- Afogaram quatro gatinhos na piscina.- eu disse.
- Afogaram?- ele parou pra pensar.- Isso é coisa de gente ruim, se num tem, deve ter passado gente de fora por aqui.-
- Eu sabia.- Carol sussurrou.
- João!- Joaquim chamou seu filho de dezessete anos, que sentado no sofá escutou nosso relato.-Eu quero que ocê leve essas menina pra sede, e num saía de lá até eu mandar.-
- Sim senhor, pai.- ele foi pegar um guarda chuva e vestir uma camisa.
- Onório!- Joaquim gritou um dos peões que usava o banheiro da sua casa, o homem saiu fechando o zíper da calça. – Ocê vem comigo, vamo chama os outros peão e se for preciso nois mata quem tiver entrado aqui.- seu Joaquim pegou uma espingarada.
- Precisa disso não homi.- disse a esposa dele.
- Maria, se tiver entrado alguém aqui e matado os gato, pode ser sinal que quer matar mais gente, o patrão, que Deus o tenha, tinha inimigo de mais na cidade.-
- Fui eu que matei os gato Joaquim.- ela disse, sem mudar a expressão seria que dava medo. A gente a olhava boqueaberta, o filho dela estava de olhos arregalados e Onório fez o sinal da cruz.
- Pra quê mato os gato, Maria?- Joaquim perguntou, colocou a espingarda no sofá e ele estava com a voz fraca agora.
- Cuidar dá trabalho.- ela estava séria e emburrada, como sempre fora.
- Você pensou em me matar mãe? Criar criança dá mais trabalho que cuidar de gato...- ela olhou pra ele e preferiu não responder.
-Dona Maria, era só soltar eles na rua que eles se viravam.- Nayara disse.
-Ia morrer do mesmo jeito, pensei em matar cortando a cabeça- ela apontou pro facão – mas, ia estraga minha faca.- o pior de tudo é que ela ainda estava com a mesma expressão inexpressa, falando sem emoção, TODOS a olhavam assustados.
- A gente vai pra sede agora.- eu disse, com medo dela resolver estragar a faca na minha cabeça.
- É, vamos aproveitar que a chuva deu uma parada.- Ana concordou.
Longe da casa do caseiro e quase na sede da chácara, Carol olha pra gente e diz:
-Aprendi duas coisas hoje. A primeira é que a gente não pode mais deixar a dona Maria olhar as crianças na piscina e a segunda é que quando você quiser que o filho do caseiro fique em casa com você é só inventar alguma coisa que a louca da mãe dele não é capaz de fazer.- A gente se entreolhou e começamos a rir, como sempre acabávamos fazendo.
Beijos,
Marcella Leal
P.S- Não é a melhor história e nem a mais curta, mas marcou meu feriado.
Reforçando o link: Sob O Céu

18 comentários:
Tadinho dos gatinhos prima :/
marcella says: Nunca mais entro naquela piscina...
HEHE, duvido!
bgs.
MEU DEUS!
que mulher horrível... fria... quem mata um gato é capaz de matar um ser humano.
cuidadoo com ela!
bjs,
letícia, doce sorvete
p.s: comentando como anonima pq a preguiça de por senha tá grande...
Como é que a mulher faz isso com o probre dos bichinhos? ;~~
tem muita gente ruim nesse mundo mesmo u.u
beijo ;*
Oii!!!!
Nossa que mulher orrivel, naum tem sentimentos naum!!
Coitado dos gatinhoss!!!
Isso sim é história pra marcar feriado! rrs
Bijussssss!!!!!
Quee malldadee j-suis !
Beijiinhoos cuidado com ela !
hmm.
João, chácara..possivelmente gatinho...
Agora ja sei de onde vem sua inspiração dona Marcela...
Aliás, a dona Maria aê é um monstro, fuja dela viu?
beeeeeijos.
AI QUE HORRÍVEEEL! Coitados dos gatinhos! G.G Que mulher fria, cruel e sem coração! u.u
Tem selos para vc no meu blog
Beijokasss
Dó dos gatinhos D=
teje presa crueldade contra os animais, ah gata, a respeito dos selinhos, se achar que algum te interessa, sinta-se presenteada, pois são criações minhas, não tem regras, é só pegar os selos e usar sem moderação
Coitado dos gatinhos!
Muito fofa a foto dos gatos
nossa, que medo dessa mulher *o*
como ela pôde matar um filhote inocente?!
que CRUELDADE!
ah tem post novo no blog ;)
beijos!
Conto interessante, mas se tu falares com gente que vive em fazenda, vai perceber que a maioria deles nâo tem a menor dó de matar bicho algum.
A família da minha ex-mulher é toda assim.
Ou bicho tem serventia pra alguma coisa ou não vale nada.
Gnte q aburdo.
TOh passada com essa história.
Como tem gnte ruim no mundo.
Uma pessoa dessa não tem coração. ¬¬
Boa sorte com ela em?
Beijo
Que mulher sinistra... o pior é deixar os coitadinhos boiando na piscina...
E não entendi uma coisa. Esta Carol é a fim do filho do caseiro?
Gentee, sacanagem matar os gatinhos... Coisa de gente sem coração... Ainda bem que ela não matou o filho, pelo jeito ele dá um caldo, hein?
Bjos
Pobres gatinhos. E pior que isso, senti uma certa dó do filho da Dona Maria. Como ele mesmo disse, criar filho dá mais trabalho.
Lembrei de uma frase de Clarice Lispector, que diz: "O que se cria, não se mata."
Um beijo, querida.
Sinceramente, não gosto muito de gatos, só filhotinhos :x
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