Uma história de Henrique Miné e Marcella Leal
A primeira vez que se encontraram foi em um posto de gasolina, na verdade na lojinha do posto. Era um lugar antigo e sujo, nem ela, uma aventureira, tinha coragem de comer algo que fosse servido ali, por isso que naquele dia parou no balcão e pediu delicada.
- Um capuccino, por favor.-
O homem por trás do balcão se encantou com a bela moça e o sorriso delicado que ela tinha, as mãos tremiam enquanto preparava o capuccino, nunca tinha visto por ali uma moça tão linda. Aquele cabelo castanho claro ondulado, a camisa xadrez, o shortinho curto rasgado e as botas a deixavam ainda mais irresistível. Quando ele a viu, quase caiu pra trás, mas era o galã da região e não podia bobear, chegou por trás e disse:
- Coloca na minha conta Araujo.-
A moça agradecida, virou-se e viu ele com o cabelo cacheado, os olhos tímidos e o sorriso malicioso, mas ela nunca se apaixonava por ninguém.
- Obrigada.-
- Não há de quê, moça bonita não devia de pagar conta.- ele tinha o sotaque caipira. – Você não é daqui.-
- Não, vim de longe e não tenho um destino traçado.- então os dois sentaram em uma mesinha enferrujada, ele pediu uma vodka e continuaram a conversa.
- Vai embora hoje?- ele perguntou, já encantado por ela, mas nunca iria admitir isso.
- Não faço horários, a vida faz meu horário.-
- Então fique e me encontre a noite.-
- Fico.- ela tomou um gole da vodka dele e marcaram de se encontrar.
E então a noite John vestiu uma roupa nova e passou um perfume que sabia seduzir as mulheres. Luisa mal se preocupou, passou em um hotel para descansar e tomar um banho, colocou um vestido azul claro e saiu mesmo com o perfume do sabonete, mas no meio da caminho ela resolveu que não iria para o lugar combinado, porque não cumpria todos os compromissos que a vida reservava, ela preferia deixar que a vida a levasse para qualquer lugar.
John não acreditou que tinha levado um bolo, nunca tinha acontecido isso antes. Aborrecido com ela e com aquela maldita musica do restaurante, montou na sua Harley Davidson e foi para um barzinho qualquer encher a cara até não ver mais nada a sua frente.
Chegando no bar, mal pediu uma cerveja e viu a moça sentada no capô do carro, o pneu tinha furado e os garçons gordos e tatuados davam um jeito na situação. Ele resolveu fazer um agrado, aproveitou que ela ainda não tinha visto ele e andou um pouco atrás de algo que sabia que ela gostava. Quando voltou, chegou por trás de novo e disse.
- Você sabe o quanto foi difícil encontrar essa merda em um lugar desses a uma hora dessas?- estendeu o copo de capuccino, a moça sorriu lindamente e ele quase caiu no chão, um dos garçons interrompeu meio tonto e disse:
- O problema é que você não tem um step, já são três da manha e a oficina abre as seis, a gente cuida disso pra senhorita.-
- Eu te deixo em um hotel pra você dormir.- John ofereceu.
- Serei eternamente grata.- ela disse ao garçom sorrindo,John se irritou com a facilidade dela em seduzir e bebeu o capuccino.
- Prefiro cerveja.- jogou o copo longe.
- Não era pra mim o capuccino?-
- Você não mereceu.-
Luisa se irritou, nunca foi fã de homens que se acham, desce do capô e para a frente dele.
- Nunca dependi da vontade de ninguém, sempre tive o que eu quis e quando eu quis...- ela saiu andando sozinha, rumo ao hotel que encontraria sozinha, John montou em sua moto e foi atrás dela.
- Eu disse que ia te deixar no hotel, não sou como você, faço o que eu me comprometo.- desceu da moto e a pegou no colo, fez ela sentar na moto e foram em silêncio até o hotel. Não se despediram e ela subiu para seu quarto.
John mal dormiu pensando nela e pela manha resolveu que iria ver pela, quem sabe, ultima vez aquela moça. Passou na oficina antes e viu que o carro já estava pronto, passou também na padaria e comprou um capuccino. Entrou no hotel com facilidade, bateu na porta e ela atendeu, de camisola.
- Tem planos para hoje?- ele perguntou, enquanto ela tomava o capuccino.
- Já te disse que não faço planos, embarco nas aventuras que a vida reserva. O que tem de bom por aqui?-
- Além de mim, nada.- ele sorriu, ela não agüentou e sorriu de volta.
- A resposta ficaria simplificada se você só dissesse que não tem nada.-
- Te provo que eu sou o “algo bom” que tem por aqui, vem andar de moto comigo que te mostro um lugar lindo.-
- Por que eu deveria?-
- Porque depois de sair comigo, você nunca mais vai querer ir em outro lugar.-
Resolveu tirar a prova, e John a levou até uma cachoeira linda. O sol tímido foi o bastante para que ele tirasse a roupa e entrasse na água de cueca mesmo, e Luisa simplesmente não ficaria de fora, entrou no lago de roupa e tudo.
- Devia tirar a blusa, já vi tudo o que tinha que ver mesmo.- ele disse assim que olhou para a camiseta branca dela, e voltou a mergulhar com medo de ouvir uma resposta.
Quando saiu do seu mergulho, viu que ela tinha mesmo tirado a blusa, e o sutiã de renda agora estava a mostra, ele saiu da água.
- Você é mesmo corajosa.- ficou admirado.
- Apenas não tenho vergonha.- ela tirou a mecha de cabelo do olho e passou a mão para enxugar o rosto.
- Realmente não tem do que ter.- ele se aproximou dela, e começou um leve chuvisco...
Quanto ao final dessa história, fiquem a vontade para deixar a imaginação rolar solta, mas façam eu e o Henrique feliz deixando nos comentários como você acha que termina isso tudo.
Beijos: Marcella Leal
P.S- Não me esperem por aqui essa semana, tenho que estudar. Volto depois do dia 13, se Deus quiser.

16 comentários:
ahahahahaahahah.
alguns detalhes ai ficaram ótimos.
Somos fodas demais! *--*
ahaha oXo
beeeeijos.
Nhaaa. Por que vocês não fizeram o final? >.<" Não tenho muita criatividade. =X'
Adorei a história.
;*
Bom... Sobre o final da história. Acho que ele vai ficar tentando conquistar ela. E aí ela muda ele. O transforma em um cara de bom caráter. E aí ela acaba se apaixonando por ele. E aí os dois vivem felizes para sempre.^^
Ps.: Sou um horror pra fazer fim de história.
Pps.: Só dia 13? =/' Vou sentir sua falta aqui.
;*
amoor , tem selinho pra você no meu blog *--*
beeijoos
"Harley Davidson" HIASUHIASHUIASHASIUHASI, tinha que ter ela no meio .-.
Henrique, juro que um dia eu te do essa bendita moto
bom, quanto a história, eu gostei ^^
e nem tenho uma opinião sobre como a história deveria terminar, então fiquem a vontade, confio em vcês ;)
beeeijos :*
eu acho que eles podiam se beijjar e daí ela ia embora,ele ficava sozinho e tinha o sonho de encontra-lá então foi atras dela por todos os lugares da redondeza e nada...5 anos depois em uma viagem em visita a um parente ele a ve,comportada,normal,diferente,mas era ela . Logo depois ela o reconhece e abri um grande sorriso...Mas logo chega um homem que pareceu ser seu marido com uma garota no colo que pareceu ser sua filha. Ele saiu correndo com sua moto achando que a procura tinha sido em vão mas na verdade o cara era seu irmão e a criança sua sobrinha e eles nunca mais se viram.,..
Eles se beijam sob a chuva. Aí passam um dia maravilhoso juntos, e depois ela vai embora, seguindo o ritmo da vida, e eles nunca mais se vem, mas nunca esquecem um do outro pq o verdadeiro amor nunca é esquecido =)
"Eu sei e você sabe que a distância não existe
E todo grande amor só é bem grande se for triste" << amo esse poema *---*'
Beeijos ;*
P.s.: Os personagens me lembraram "um pouco" vcs dois... E aí, tem romance no ar? ;)
E naquele clima,eles se olham intensamente,quase se beijando,quando Jhon diz :
-Luisa,tenho que te contar uma coisa ...
-Diga,Jhon ?
-O que eu mais quero nesse mundo é te beijar...
-Então me beije como nunca beijou ninguém !-ela,totalmente envolvida
-Não posso :x
-Porque ? -responde frustrada
-Porque eu sou um DALIET !
Luisa coloca a mão na cabeça,olha pra ele com uma cara de decepção e de como não quer acreditar e vai embora,de apé mesmo.
Os dois ficam pensando a noite no beijo que podia ter aconteçido,ela nunca se sentiu tão atraída por ninguém na sua vida,a história de que ela nao se apaixonava por ninguém havia mudado de rumo.Axo que esse amor só aconteçeu pelo fato de ser proibido,pois ela conseguia tudo o que queria. Jhon meio que se arrepende de ter contado a verdade,mas como estava se apaixonando de verdade,não queria segredos..o fato dele ser um DALIET o deixava completamente frustrado ! Então,no dia seguinte,procurou sua família,e disse :
-KÉR SABER ? FODA-SE TODO MUUNDO ! SOU DALIET SIM,MAIS ISSO NÃO PODE ME IMPEDIR DE SER FELIZ !-
a família fica completamente revoltada e ele foge para o hotel de sua amada,mais não a encontra.Então ele pensa em onde ela possa estar...e vai até a cachoeira. Por ironia do destino ela também está lá,se perguntando como poderia estar apaixonada,quando ele apareçe,ela leva um susto.
[pra n fica grande mais vo resumir logo*-*]
então ela pergunta :
- O que está fazendo aqui ?
- Eu que devia fazer esta pergunta ! Mandei todos pro inferno so pra ficar com você...
ela fica comovida *-*' então responde :
-Não sei o que você fez comigo,mais quero te descobrir,quero ficar com você,axo que eu te amo.
então eles se catam loucamente na cachoeeira õ/ [uui]
e vivem felizes'
\õ/
nossa que fofo *-*'
uma historia assim não ter como terminar triste, com certeza eles se beijam e ficam juntos o resto do dia, depois ela vai embora e alguns anos depois eles se encontraram por obra do destino em um lugar qualquer >.<
adorei!
vc e o henrique formam uma ótima dupla ; )
bjs!
coisas de amor arghhhhhhhhhhh
Lindaaaa história ...fiquei com cara de: Quero Mais!!! ...hehe
Espero que volte logo ... beijos
Rosa Canela
Eu acho que ele arranca as ropuas dela e come ela ali mesmo. Fim.
que lindo!
To meio sem inspiração, mas vou tentar dar um fim pra história.
Ela não resistiu e o beijou, intensamente. Foi então que começou a chover forte, e os dois resolveram dar uma volta de moto.
A moto corria tão rápido que parecia fazer a chuva parar. Só pararam quando chegaram no bar onde se conheceram, pois ela queria tomar um capuccino.
-Então você gosta mesmo de capuccino, não é? - perguntou ele, admirado pela quantidade de vezes que a viu tomando capuccino.
-A vida me levou a necessitar capuccino, como um vício - ela disse sorrindo e levando a xícara à boca. - Todos temos um vício, algo que não conseguimos viver sem. E o seu, qual é?
-Até ontem meu grande vício era cerveja - Ele baixou a cabeça. - Hoje, eu preciso admitir que meu vício de agora em diante vai ser você, não importa onde você estiver.
Ela sorriu delicadamente e bebeu mais um gole do seu capuccino, enquanto ele pedia mais uma cerveja e sorria como se comemorasse uma vitória.
Beijos!
o local era sujo e antigo, mas tinha capuccino pra servir? Oo hehe
as aparencias enganam né?
pow, gostei da cena da cachoeira =] parece coisa de filme.
eles se bejam, ficam juntos, ela percebe que tudo que passou foi pra um dia encontar com ele ^^
bjos :)
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