
Ela tentava prestar atenção na aula, mas não conseguia e acabou se deitando sobre o caderno, ao virar os olhos para a porta percebeu dois olhos de um azul intenso fixados nos dela, tão castanhos. Ele estudava na sala em frente, não era a primeira vez que a olhava e toda vez que isso acontecia, Verônica sentia o corpo gelar e aquecer, em um ritmo constante.
Não havia comentado sobre o menino com ninguém e a sensação ainda a assustava. Verônica procurava o garoto durante o recreio, mas nunca o encontrava, “Deve estar fazendo tarefa” pensava, mas no fundo sabia que era estranho um menino estar sempre fazendo tarefa.
E passaram se os dias, as semanas e três meses e sempre ela o via olhando e sentia a mesma coisa, em uma intensidade que crescia, e ela continuava sem o encontrar no recreio e em nenhum outro lugar. Nunca tinham se falado, e nem o cheiro dela ela sentia, só sentia o corpo resfriar e aquecer e uma vontade de continuar sentindo aquilo.
Certo dia, Verônica passou o recreio na sala, fazendo tarefa e fechou a porta, ela sabia que ele estaria na sala em frente.
De repente, ele abriu a porta e se aproximou.
- Verônica não é?- ele tinha a voz rouca.
- É.- ela perdeu as palavras,e o corpo gelava e aquecia.
- Eu sou Kauê.-
Os dois passaram o recreio conversando e o corpo dela resfriava e aquecia, mas aquilo a fazia sentir bem.
No outro dia, ela ficou na sala durante o recreio e ele foi vê-la. E o mesmo se repetiu durante os dias daquela semana.Verônica percebia que agora o seu coração acelerava em um ritmo frenético com ele por perto e ela precisava contar isso a alguém. Pensou em todos, mas recorreu ao irmão que sempre a apoiava.
- Kauê? Não conheço. Não tem ninguém assim na minha sala. – ele a observou assustado – Aliás, não tem ninguém assim em nenhuma sala...-
- TEM SIM!- ela gritou nervosa.
- Verônica, calma.- Mas, ela saiu do quarto dele, batendo a porta.
No recreio do outro dia, Verônica o encontrou.
- Verônica, tem algo que eu quero fazer há um tempo.- Kauê disse se aproximando.
- O quê?- ela perguntou, o coração acelerado e o corpo frio e quente.
- Mas, o que eu tenho a fazer vai ser para sempre.- - Pode fazer.- ela vibrou. Ele então pegou o seu rosto e beijou seu pescoço de leve, fazendo o corpo arrepiar e depois subiu para a boca. Verônica sentiu o corpo congelar, e depois sentiu ele em chamas, e assim ela se sentiu várias vezes, vezes que se apressavam. Depois ela sentiu seu coração diminuir o ritmo forte em que batia, até ela não sentir mais nem frio, nem calor, nem o coração bater.
Quando voltaram do recreio todos encontraram seu cadáver já gelado no chão, com sangue quente em volta. Verônica havia morrido, e o que havia matado-a? Ninguém nunca viu, ninguém nunca soube.
Não havia comentado sobre o menino com ninguém e a sensação ainda a assustava. Verônica procurava o garoto durante o recreio, mas nunca o encontrava, “Deve estar fazendo tarefa” pensava, mas no fundo sabia que era estranho um menino estar sempre fazendo tarefa.
E passaram se os dias, as semanas e três meses e sempre ela o via olhando e sentia a mesma coisa, em uma intensidade que crescia, e ela continuava sem o encontrar no recreio e em nenhum outro lugar. Nunca tinham se falado, e nem o cheiro dela ela sentia, só sentia o corpo resfriar e aquecer e uma vontade de continuar sentindo aquilo.
Certo dia, Verônica passou o recreio na sala, fazendo tarefa e fechou a porta, ela sabia que ele estaria na sala em frente.
De repente, ele abriu a porta e se aproximou.
- Verônica não é?- ele tinha a voz rouca.
- É.- ela perdeu as palavras,e o corpo gelava e aquecia.
- Eu sou Kauê.-
Os dois passaram o recreio conversando e o corpo dela resfriava e aquecia, mas aquilo a fazia sentir bem.
No outro dia, ela ficou na sala durante o recreio e ele foi vê-la. E o mesmo se repetiu durante os dias daquela semana.Verônica percebia que agora o seu coração acelerava em um ritmo frenético com ele por perto e ela precisava contar isso a alguém. Pensou em todos, mas recorreu ao irmão que sempre a apoiava.
- Kauê? Não conheço. Não tem ninguém assim na minha sala. – ele a observou assustado – Aliás, não tem ninguém assim em nenhuma sala...-
- TEM SIM!- ela gritou nervosa.
- Verônica, calma.- Mas, ela saiu do quarto dele, batendo a porta.
No recreio do outro dia, Verônica o encontrou.
- Verônica, tem algo que eu quero fazer há um tempo.- Kauê disse se aproximando.
- O quê?- ela perguntou, o coração acelerado e o corpo frio e quente.
- Mas, o que eu tenho a fazer vai ser para sempre.- - Pode fazer.- ela vibrou. Ele então pegou o seu rosto e beijou seu pescoço de leve, fazendo o corpo arrepiar e depois subiu para a boca. Verônica sentiu o corpo congelar, e depois sentiu ele em chamas, e assim ela se sentiu várias vezes, vezes que se apressavam. Depois ela sentiu seu coração diminuir o ritmo forte em que batia, até ela não sentir mais nem frio, nem calor, nem o coração bater.
Quando voltaram do recreio todos encontraram seu cadáver já gelado no chão, com sangue quente em volta. Verônica havia morrido, e o que havia matado-a? Ninguém nunca viu, ninguém nunca soube.
Beijos: Marcella Leal

23 comentários:
meeeedo!
Shooooow!!! O desfecho me fez ficar aqui parada uns segundos olhando a tela do computador. Muito bom!
Nossa, que lindo.
Adoro contos assim, escrevi um essa semana e postei no meu blog.. dá uma olhada lá também :)
Adorei o blog
Beeijo
Adorei o conto! Chegou a dar medo.. hahahahah
Escreves tri bem (:
Beijo,
K.
Que raiva desse Kauê...pensei que ele fosse bonzinho!!!!
Mê deu medo...mas ele não deveria ter sido tão mal...bem que ele podia só beijá-la.
Você vai longe, tem um ótimo jeito de escrever e manter o leitor interresado na leitura!
Beijosss
OMG¹²³
caraca
eu ném acreditei no final
fiquei com medo admito rs
mais eu gosteii
bjim
muito show! você é uma ótima escritora
noooooossa!
quase infartei!
=**
Uma mistura de lindo e assustador...poucos autores conseguem unir essas duas qualidades.
Parabéns Marcella, você escreve muitoooooo bem!!
Beijosss!
Puts mto foda esse conto!
Caraca, até me inspirou!
Sério mesmo...
Esses contos misteriosos me facinam...
Aqui é realmente prefeito!
VIA O ROSA ;)
Quero morrer assim. haha'
Pq n tem um desses na minha escola? ;p
/brinks
Beeijos =*
Olhos me encantam *.* ; AMEI!
- tadina da veronica -
tadinha*
Ah, pôxa! Vampiro? :T
Esperava um Jesse de Silva aí! *-*
ahha, o conto é ótimo.
Mas sabe que não entendi ainda se ele era um vampiro, um fantasma, um vampiro fantasma ou um seiláoque.
Ainda assim, devia ser liiiindo! *--*
aaha. Aai, credo :b
beeeeeijos.
Ufa coitada!
Medaaaaa!
muito legal ,por que ninguem espera que o desfecho seja assim!!!
Otimo!
beijos flor!!!!
Há ia me esquecendo, assim que fazer uma lista dos melhores blog's que eu gostar vc vai tá lá tambem, e obrigada por colocar o meu na tua lista!
To sempre por aqui conferindo teus textos!
Beijos!!!
Nossa, que triste ;-;
sinto que ela merecia um final feliz... :S
enfim, mas ficou bom assim mesmo *-* prende quem lê :D
Oi, vc fez uma visita no meu blog, ameiiii!!! Eu não sou VÓ, tenho 27 anos e amo moda, minha vovó santa era tudo de bom na minha vida, acho o nome fashion e registrei! Bjs e volte sempre!
www.vovosanta.blogspot.com
Amiga, um dia vc ainda me mata com esses seus textos viu.
putz, muito incrível esse conto.~
final surpeendente, ainda tô tentando entender oque se´ra que aconteceu com ela..
Eu fiquei arrepiada com essa história..
Nossa ! vc é escreve super bem.
Parabéns.
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