Entre cartas de 1999, desenhos a giz de cera de uma realidade inventada e o boletim da segunda série, encontram-se bilhetes passados durante as aulas, ingressos amassados de cinema, rosas secas e papeis em formato de coração, ganhos em anonimato no correio elegante do ano passado.Entre álbuns de fotos, estão minhas lembranças em pausa. Festas de aniversário, dias melhores, os amigos para a vida toda, a melhor sala de aula, meus finais de semana, praças, parques de diversão,o clube com a escola, memória perdidas por entre o baú do tempo que fogem e se escondem quando eu mais preciso delas.
Entre frases inventadas, textos não pontuados: o recreio da escola, o pedido de desculpas, minhas palavras sinceras, sem resposta. Entre esmaltes coloridos, perfumes doces: o mesmo filme repetindo-se em minha mente e a mesma lágrima que derramei. Entre livros empoeirados, papeis de carta que coleciono: o sangue descendo pela testa, o choro, o desespero, o hospital. Entre papeis da escola, livros grossos, os dedos já calejados: o arroz doce na tarde de férias, ao meu lado, Estrelas.
Perdem-se por entre tantas coisas, os meus momentos, os melhores do mundo e os piores imagináveis, mas que são somente meus e que ninguém nunca vai conseguir destruir, pois se o tempo passado não mais existe, a possibilidade de apagá-lo, menos ainda. Vivi tudo, revejo tudo, passarei a minha vida com cada um deles.
Parquinhos de escola, cachorro-quente na hora do recreio, afogamento, exterior, musicas do verão passado, brigas, palavras, verdades atiradas, amores, a falta deles, deixar eles escaparem por entre os dedos da mão que teimam em abrir quando você se esforça ao seu máximo para não permitir, mas o seu máximo não é suficiente; medo, insegurança.
Bonecas, filmes de comédia-romântica, trabalhos escolares, o melhor professor de geografia, a mulher que me ensinou a acreditar que tudo aquilo era bom, o diário, as páginas rasgadas dele, segredos molhados na água fria, picados e jogados fora. Infância, lúdica, alegre, com cheiro de tuti-fruti e gosto de suco de maracujá adoçado em excesso, são só lembranças, é como a chuva que cai e depois desaparece, é só o passado gritando que ele é melhor que o meu presente, cala a boca passado.
Beijos,
Marcella Leal
Comunicando:
•Primeiramente, para quem não sabe, disponibilizei o download da íntegra de Sob O Céu 2 nesse link, pois devido ao meu horário corrido da escola, será impossível continuar postando duas vezes por semana, é pelo mesmo motivo que tenho andado ausente, mas estou tentando mudar isso.
• Segundo: A respeito de comentários que foram feitos em textos anteriores, em especial no Vírgula, muitas pessoas vieram falar comigo para entender o que estava acontecendo, eu realmente agradeço a preocupação de vocês, mas existem algumas coisas que é melhor ficarem somente entre os envolvidos, problemas pessoais acontecem, assim como brigas e rivalidades. Sugeriram que eu os apagasse, mas não vou porque acho que a partir do momento que eu disponibilizo alguma coisa em uma página que pode ser acessada por todos, também tenho que assumir a conseqüência de ouvir comentários que me desagradam.
•Terceiro, esse blog é meu e portanto aqui tem a minha opinião, você não é obrigada a concordar com ela e muito menos eu quero que goste dela, mas pelo menos respeite o fato de que cada um tem direito á sua, e se você está insatisfeito, tem um X ali em cima que magicamente te tira dessa página, basta clicar nele e nunca mais digitar esse endereço para a sua vida melhorar.
Obrigada e beijos a todos, volto em breve, I hope.

12 comentários:
E são essas lembranças que fazem a vida vale a pena, sabe? é só saber não deixar elas te aprisionarem. ;)
Eu tbm guardo tudo. papeis, fotos, rabiscos e td mais.
Direto fico olhando e relembrando os bons momentos. É bom lembrar do passado.
Marcela qria t convidar pro MOVIMENTO E-LEITOR. É uma blogagem coletiva sobre politica. Tenho mais informações lá no meu blog.
Seria bem legal ter a sua participação.
Boas recordações alegram nossa vida, mas não vale a pena viver no passado e se esquecer de viver o presente. O presente é um PRESENTE! Quando eu era criança e recebia roupas ou sapatos de presente eu não gostava pq gostaria de ganhar brinquedos, hoje são roupas e sapatos que espero ganhar. Talvez isso não faça muito sentido pra você, talvez faça(?). O negócio é que é bom relembrar o passado de vez em quando, mas por mais que pareça difícil de vez em quando, faça do hoje o melhor dos tempos, não deixe seu agora passar em branco ou mais tarde quando for relembrar esse tempo, não terá lembranças memoráveis como na infancia.
Enfim, é isso mesmo! Não apague nada do que postar, seria como voltar atrás na sua palavra. Ninguém é obrigado a ler seus textos, se o fazem e não gostam, o problema não é seu.
;*
ah, obrigada por me incluir na sua lista de "por onde andei"! *-*
E fico feliz que minhas palavras positivas tenham vindo em um bom momento pra vc. ^^'
O passado muitas vezes é uma dádiva, porque nos faz entender como chegamos onde estamos, e também para onde devemos ir. Acho que ele apenas deixa de ser doce quando se torna pesado demais, e nos dificulta seguir em frente. Nesses casos, precisamos aprender a nos libertar. Em todos os outros, devemos guardá-los, para visitas constantes, casuais, espontâneas, boas.
Uau, nossa, acho que perdi alguma coisa, você parece tão séria no "comunicado"...
Bem, deixa isso para lá.
Lembranças, é sobre isso o texto, não é? ... Fiz algo assim no dia do meu aniversário. Descobri que tinha lugar para uma foto em um dos presentes e comecei a remexer os álbuns. As minhas fotos mais recentes reveladas são de uns quatro anos atrás... Bateu tanta saudade!
Do tempo em que eu ainda cabia no guarda-roupa e brincava de esconde-esconde com minha mãe, de uma amiga que não a vejo há tantos anos! Dois meus brinquedos de pelúcia e daquela inocência tão doce!
Mas, sabe, passou, foi bom, fiz um mural só de fotos antigas, mas é agora. O ontem foi delicioso, faça o hoje ser também!
(:
Juh
é gata eu estou ausente daqui, mas as minhas visitas a blogs são inversamente proporcionais as visitas que me fazem
"Tem um X ali em cima que magicamente te tira dessa página". ;)
Essas lembranças fazem valer a pena, através delas relembramos os melhores momentos com pessoas que marcaram nossas vidas. É por lembrar que definimos os que valeram a pena, e também os que gostaríamos de nunca termos conhecido.
Tenho minha caixa de recordações, mas as vezes um vento traz as lembranças de um tmepo que não volta, mas valeu a pena..
Obrigada pela visita no blog, volte sempre :*
Seu texto me lembrou minha caixa de recordações, cheia de cartinhas, bilhetes de cinema... #amo
Aaaaaai *-* que Blog Lindo :D
Dá vontade de passar o dia aqui lendo seus post's *-*
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