quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Cinco dias

      Passei os últimos cinco dias na casa dos meus avós do outro lado da cidade, aonde não tem internet e o celular não tem sinal, o que já é uma tradição de todas as férias e faz com que eu e meus primos passemos alguns bons dias juntos. Mas dessa vez, havia uma urgência maior em me afastar da minha casa, da minha rotina e da minha vida, era que com isso eu conseguiria me afastar de lembranças de pessoas que não me pertencem mais, nem no campo dos meus desejos e nem da minha realidade, pena que as minhas tentativas foram vãs, já que nos cinco dias, não houve outra coisa na qual pensei.
      Mas, apesar disso, foram dias ótimos e formaram lindas páginas no livro da minha adolescência. Amei os filmes, os trechos do livro que mal consegui ler em voz alta sem ter que segurar o choro pela similaridade e me fez soluçar em algumas partes, tiramos trezentas e sessenta e três fotos e rimos tanto, mas tanto, que me deu vontade de voltar para lá.
       Dentre tudo o que aconteceu, acho que a cena mais memorável foi eu, meus primos, meu irmão e meus avós juntos na cozinha fazendo pasteis. O esquema era o seguinte: Mari e eu recheávamos a massa, Alê e Jacky faziam o acabamento, Guh fritava eles e meus avós comandavam junto com o Gabriel, que tava lá só para passar o tempo mesmo. Sei que a cena é simples, mas sei também que ela me marcou e que todos os que estavam lá, terão boas lembranças dessa noite chuvosa para sempre.
       Aprendi que se alguém quebrar o coração da Mari e a atual namorada dessa pessoa tiver em um hospital, ela bota fogo em tudo. Que a cama da minha avó nunca mais vai dormir e que se você tiver com fome, é só deitar nela que passa. Que não existe ombro que não seja duro, tem bastante leite na geladeira e se você for uma vaca, toma cuidado que a Jackelinny te mata, o Alexandre vai casar com a Gisele Bündchen e que meu avô vai dar goiabada para os pobres depois de assistir Tibúrcio no Cinema Especial e nossa, que momento bom foi aquele com a moça do Polishop. Mas, aprendi especialmente, que não importa a que distância você esteja, algumas pessoas nunca vão sair do seu pensamento e é isso que 2010 reforçou para mim e agora volto só no ano que vem, quem sabe com uma olhada para trás para por em palavras tudo o que aconteceu esse ano... E desde já desejo a vocês um 2011 muito melhor do que esse.

                                   Beijos,
                                      Marcella Leal

Dica: Leiam Querido John, é melhor que o filme mil vezes, depois posto uns trechos e assistam Sete Vidas, vão amar.

P.S- A foto que ilustra esse post é uma ideia da Mariana, de juntar várias fotos da nossa infância juntas para mostrar que coisas lindas a gente viveu. Tô usando Mari.

6 comentários:

Gabriela P. disse...

Parece que foram dias bem agradáveis mesmo! :D
Eu morro de vontade de ler Querido John, porque amei o filme, mas tenho preconceito por causa da capa e tal, se um dia eu achar uma edição alernativa...

Enfim, feliz 2011, que esse seja muito melhor do que 2010!

Laurie. disse...

São os momentos mais simples que acabam marcando nossas vidas ;)

FELIZ 2011!

rafaela ivo, disse...

Sete Vidas, dica anotada! Achei um dvd que tem esse filme aqui, verei amanhã! Ah, essas coisas familiares são muito, mas muito boas! Parabéns por ter essa família linda, Marcella!

Grasi disse...

Que o Ano Novo, seja o inicio de novos tempos onde se cultive bons sentimentos e se tenha uma colheita farta de amor, fraternidade, união e muita paz.
Feliz 2011 :)

Luciana disse...

Feliz 2011. :)

Anônimo disse...

Definitivamente 2010 é um ano do qual não quero gravar nada além do necessário. Ele não foi um daqueles anos memoráveis, mas foi...
E com ele aprendi e desaprendi também. E é nesse paradoxo que ele me ensinou a viver que eu quero continuar a viver. Aprender cada vez mais coisas boas. E desaprender tantas outras coisas ruins.

Que seu 2011 seja bem melhor que o seu 2010 querida Marcella. Muita paz, saúde e amor.

Meu beijo!