Sabe moço, nem eu e nem ele sabíamos que ia
nascer um sentimento tão grande quando ele veio conversar comigo em dezembro do
ano passado. Ele nem tinha porquê, mas me deu um conselho pra um problema que
naquela época nem sonhava com a gravidade. Foi a primeira pessoa de fora da
minha casa que ouvi no ano novo, porque ele me ligou e pela primeira vez na
vida ouvi aquela voz que hoje escuto mentalmente quando quero que algo me
relaxe e me acalme. Sabe moço, ele sabia que eu era moça cheia de problemas, de
dúvidas, de apegos... ele descobriu que eu era moça cheia de quebrados e ele
ficou do meu lado e com o jeito dele me fez ver que não importava, ele
consertaria. Sabe moço, eu nem sei se mereço tanto, nunca fui uma pessoa tão
boa pra ser recompensada desse jeito assim, eu só sei moço, que o que eu sinto
por ele nem se define mais com três palavras (sabe de quais eu estou falando?
Aquelas lá... a frase de sete letras, moço), falta letras no alfabeto, faltam
sílabas na gramática, escassas são as palavras do dicionário pra definir o que
ele é pra mim, o que representa nesse mundinho todo nosso. Moço, a gente vai
casar sabia? Vai chover no finalzinho do casamento porque a gente adora o
barulho de chuva e eu vou abraçar ele bem forte, vamos tirar do mental os
planos que fazemos para um futuro todo juntos, decorar quartos, jardins, salas
de TV. Vamos ter três herdeiros de todo esse amor e vamos continuar dando “Bom
dia” um para o outro a cada amanhecer, só que a diferença moço, é que vai ser
pessoalmente e com um beijo no final.
- Marcella Leal


2 comentários:
Que linda história moça, como nos contos do século XVIII *-* Só que essa parece ser bem real e no século XXI, felicidades :D
Lindo. *O*
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