Concluir que
2013 foi um bom ano é fácil, difícil é distinguir o que você fez para torna-lo
assim e mais difícil ainda é perceber que foi bem menos do que você havia
imaginado. Fato é que nós reclamos tanto e criticamos de tal forma os outros na
tentativa de amenizar os nossos erros, que reconhecê-los torna-se tarefa
complicada e é mais fácil apenar desejar um ano novo melhor e prometer para si mesmo uma lista de
objetivos da qual você se esquecerá no segundo dia do novo ano.
Meu resumo final do ano que logo vai
embora é, apesar de tudo, que foi um bom ano. É claro que não foi preenchido
apenas com momentos bons, afinal, passamos por coisas ruins durante a semana, o
mês e um ano inteiro com certeza não permaneceria ileso.
Esse ano me trouxe pessoas novas e me
deu a oportunidade de entender dentre os muitos, quem eram aqueles que eu
deveria cultivar para os próximos anos, e no final das contas, eu já sabia que
seriam eles quando 2012 chegou ao fim. Me aproximou de alguns que me tornaram
mais fortes e me afastou de alguns que me enfraqueciam constantemente.
O primeiro ano de faculdade me
surpreendeu com amigos que diferentemente do que todos insistiam em me dizer,
podem sim ser tão bons quanto os de ensino médio, porque amizades não são “tão
quanto”, elas simplesmente são, são quando você precisa de ombro, são quando
precisam de colo e são simplesmente porque eram pra ser. A gente faz amizades
porque algo naquelas pessoas fazem com que a gente os admire: Seja aquilo que é
extremamente parecido conosco ou aquilo que é completamente diferente. Conheci
pessoas tão maravilhosas que quero sempre manter contato, assim como me
aconteceu em outros momentos da minha vida.
Esse ano foi tão cheio de pessoas que
fiz amizades no trabalho, no ponto de ônibus, nos locais onde eu menos
imaginava fazer amizades e me apresentou nisso tudo, uma pessoa que eu não
sabia que eu era. Afinal, viver é isso né? Surpreender-se a cada dia com os
outros, com o mundo e acima de tudo, com você. A gente se conhece tão bem que
acaba ficando admirado quando passam situações – ou anos- que nos provam que
somos muito além do que imaginávamos.
Me apaixonei pelo meu curso e obtive
certeza sobre o que eu quero fazer para o resto da minha vida. Isso prova a
ideia de uma professora minha do colégio: Você precisa antes entrar na
faculdade, começar a fazer um estágio pra depois falar: “Não, eu quero mesmo
acordar todo dia e fazer isso aqui.” Felizmente (ou infelizmente, eu não sei)
isso aconteceu comigo.
Também obtive essa certeza quanto a
outros setores da minha vida. Ninguém me falou, mas depois de um tempo, você
olha para aquele ser humano fazendo algo que você normalmente detestaria e
pensa “É, eu voltaria para casa todos os dias pronta para isso.”. Conhecer
outra pessoa é também se conhecer. E deixar que ela te conheça, te molde e te
faça melhor, é a maior manifestação de coragem e de amor próprio que alguém
pode ter. Afinal, não conseguimos amar se não soubermos nos adaptar.
No dia 1 de dezembro de 2012, eu
encerrei meu texto de ano novo com uma frase que muitos amigos meus
gostaram e que foi citada nos comentários do blog: “Vê se corre bem, vê
se vai devagar, se vai seguro, vê se termina as coisas do jeito certo, vê se
vai ser o ano de nossas vidas e não só mais um.” Quase dois anos depois, o que
eu tenho a dizer é um pouco diferente: Vê se você torna esse ano, o seu ano e
não apenas mais um. Descruze os braços e pare de esperar que tudo só fique bem.
Não olhe para trás para buscar felicidade e nem
para baixo para enfrentar momentos difíceis; a felicidade está no futuro e para
encontrá-la é necessário olhar para frente. Olhe para frente. Eu vou
olhar também.
-Marcella Leal
Feliz ano novo a todos. Como preveu a moça do Cacau Show a uma amiga minha: "2014 PROMEEEEETE! "
PS- Parei de escrever não (só) por lapso criativo, mas também porque meu computador quebrou. Talvez esse seja o último texto do Cabelo Cor de Rosa que um dia teve leitores e comentários, mesmo que alguns viessem na forma de amigos no dia seguinte na escola e mesmo que depois dos anos, o índice de visualização do blog continuasse tendo números e esses números não se manifestassem. Fiz amigos através desse blog, fiz parcerias, fiz contatos de MSN que hoje são contatos de Whatsapp. Talvez um dia eu volte a escrever aqui, talvez eu abra uma nova conta com um blog completamente diferente e não com o nome que criei aos 13 anos de idade, talvez eu continue a escrever nos cantos das apostilas e na última folha dos meus cadernos.


2 comentários:
Foi um grande prazer acompanhar a sua saga neste blog e assistir suas transformações.
Que a vida continue a lhe proporcionar caminhos cheios de felicidades e que nunca perca seu espírito de juventude.
Um grande bjo no fundo do seu coração.
Keep walking...
=0]
by Miguxo Hétero
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